"Não sei há quanto tempo adquiri o hábito de escrever, e me lembro que meus textos eram um pouco sentidos e bastante inventados. E eu sempre li e acreditei naquilo. Mas eu não to acostumada a ter vontade de escrever uma coisa e ela não sair, embora eu tenha tanto pra falar, tanta coisa passando pela cabeça, tanta coisa cutucando, bagunçando, corroendo minha concentração.
Eu tento proteger quem está perto de mim, tento me proteger e consigo, sou protegida e sufoco. Espio por cima do muro e canso, volto pra minha fortaleza. Aquela que eu construí com os tijolos que me deram. Ela é bastante visível e poucos a desafiam.
Nem eu escrevi na minha testa que quero ser desafiada. Imagino que pra fazer isso você tenha feito porque quis. Você derrubou todos os muros. Todos. Todas as vezes que eles se reconstruíram. Todas as vezes que me escondi mais fundo. Todas as vezes que... eu me esgotei. Minha proteção se foi... e você também.
Eu me sinto exposta. Eu sinto falta dos muros, sinto falta do conforto, da proteção deles. Eu gostei de ser livre, mas não frágil. Então é isso... há quem possa me trazer à tona mas não seja capaz de me dar forças pra aguentar.
Você que me ajudou a derrubar tantos muros nesse momento significa construir um a mais.
E a gente sabia tanto que ia ser assim.
Eu apenas sinto muito.
Embora eu não já não sinta nada."
(Tainá Oliveira, que colocou o meu coração em palavras)
1 comentários:
ah que mais linda! é noix. que sofre =/
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